14 de jul. de 2014

Revisem o prêmio

Por João Vieira
Créditos: Natacha Pisarenko/ AP Photo
No tira-teima entre Alemanha e Argentina (as seleções já tinham se enfrentado duas vezes em finais de Copa, com uma vitória para cada lado), o resultado foi justo por toda a Copa feita pelos alemães – confesso que também por sua simpatia.

Ficou para depois, Messi. O craque hermano fez uma Copa apenas regular, sendo importantíssimo em momentos cruciais para sua equipe, é verdade, mas aparecendo pouco no restante das partidas.

Definitivamente, ele não merecia a Bola de Ouro. Não entendi o critério para sua escolha. Só porque estava na finalíssima? Se fosse assim, creio que o prêmio ficaria melhor nas mãos de Toni Kroos ou Thomas Müller.

Contudo, o certo mesmo era dar à Arjen Robben, que se destacou em diversos aspectos e ocasiões vestindo a camisa da Holanda. Robben deu trabalho demais às defesas rivais e liderou a “Laranja” na busca pelo título, que não veio. A canhotinha dele achava espaços onde dificilmente outros achassem.

Não querendo comparar, mas já o fazendo, uma característica dele me chama a atenção e se parece com o grande Garrincha. Robben, sobretudo quando atua no lado direito do campo, finta, na maioria das vezes, para o seu lado esquerdo. Drible manjado há tempos, a mesma situação do ídolo brasileiro. No entanto, sempre dá certo. E não é só no Mundial. O cara é um craque e merece respeito.

A Bola de Bronze direcionada a Neymar também é uma decisão nada sábia. O talentosíssimo camisa 10 parou no jogo contra Camarões. Depois, o que chamou a atenção foi apenas sua infeliz lesão.

Bom, não adianta mais reclamar. Agora, só podemos lamentar o fim da Copa do Mundo tão esperada e o futebol de extrema qualidade que vimos durante este mês.

Rússia, aí vamos nós!