Por João Vieira
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| Créditos: Natacha Pisarenko/ AP Photo |
No tira-teima entre Alemanha e Argentina (as seleções já
tinham se enfrentado duas vezes em finais de Copa, com uma vitória para cada
lado), o resultado foi justo por toda a Copa feita pelos alemães – confesso que
também por sua simpatia.
Ficou para depois, Messi. O craque hermano fez uma Copa apenas
regular, sendo importantíssimo em momentos cruciais para sua equipe, é verdade,
mas aparecendo pouco no restante das partidas.
Definitivamente, ele não merecia a Bola de Ouro. Não entendi
o critério para sua escolha. Só porque estava na finalíssima? Se fosse assim,
creio que o prêmio ficaria melhor nas mãos de Toni Kroos ou Thomas Müller.
Contudo, o certo mesmo era dar à Arjen Robben, que se
destacou em diversos aspectos e ocasiões vestindo a camisa da Holanda. Robben
deu trabalho demais às defesas rivais e liderou a “Laranja” na busca pelo
título, que não veio. A canhotinha dele achava espaços onde dificilmente outros
achassem.
Não querendo comparar, mas já o fazendo, uma característica
dele me chama a atenção e se parece com o grande Garrincha. Robben, sobretudo
quando atua no lado direito do campo, finta, na maioria das vezes, para o seu
lado esquerdo. Drible manjado há tempos, a mesma situação do ídolo brasileiro.
No entanto, sempre dá certo. E não é só no Mundial. O cara é um craque e merece
respeito.
A Bola de Bronze direcionada a Neymar também é uma decisão
nada sábia. O talentosíssimo camisa 10 parou no jogo contra Camarões. Depois, o
que chamou a atenção foi apenas sua infeliz lesão.
Bom, não adianta mais reclamar. Agora, só podemos lamentar o
fim da Copa do Mundo tão esperada e o futebol de extrema qualidade que vimos
durante este mês.
Rússia, aí vamos nós!
