Por Gabriel Tieppo
A confiança era enorme para o Brasil conquistar a Copa. O
clima de ‘já ganhamos’ fazia parte, mesmo que inconscientemente, de enorme
maioria da torcida. Estamos, sim, em casa, mas não significa que seremos os últimos a deixar a festa. O sentimento de que éramos imbatíveis estava me
incomodando, algo como um soluço, que acabou por conta do susto chileno.
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| Crédito: Flavio Florido/UOL |
Caso perguntemos a algum brasileiro o que achou do último
jogo contra o Chile, a reposta deverá ser de alívio, que se mostrará em um sorriso.
Mas só terá essa expressão positiva, porque Júlio César salvou o País no chute
de Aránguiz no segundo tempo. Só terá essa expressão, porque Pinilla acertou o
travessão aos 13 minutos da etapa final da prorrogação. Só terá essa expressão,
porque J.C. fez milagres nas penalidades. O problema é que se ficarmos
dependendo de tanta sorte sempre, pode ser que, em algum momento, deixemos de
sorrir.
Talvez o “pode ser” do parágrafo anterior soe um tanto
otimista. Claro que alguém pode chegar e falar: “se pegar uma Alemanha jogando
assim, já era”. E por isso digo: se os ‘Deuses do Futebol’ quiserem de um
jeito, não terá potência futebolística capaz de evitar uma final Brasil e Argentina, por pior que estas estejam
jogando.
A nossa Seleção, agora, enfrentará a forte Colômbia. Se
ganhamos uma vida – como nos videogames – no jogo contra o Chile, também
aumentamos para um nível mais “hard” que o anterior. Não vai ser fácil. Nunca
é. É Copa do Mundo, sempre estaremos entre as melhores e piores sensações possíveis,
é uma antítese infinita de sentimentos ao longo de um mês.
Enfim, deixem os jogadores chorarem! Nada de
desequilíbrio emocional, não! Se pra gente já é difícil, imagina para eles que
carregam 200 milhões de emoções da Nação. Provamos que não somos imbatíveis,
mas que podemos tentar ser só por mais três jogos. Até arrumamos a bagunça em casa
depois da festa, mas queremos sair por último dela.
