Por João Vieira
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| Créditos: EFE |
É indiscutível a qualidade técnica de Kaká, porém, fico
pensando se a negociação pode ser uma boa para o Tricolor. Após sua transferência para o Real Madrid, o meia
pouco fez, inclusive em sua volta ao Milan, onde teve uma passagem vitoriosa na
década passada, o que lhe trouxe a bola de ouro, em 2007.
Além disso, o contrato de apenas seis meses não me parece
algo muito positivo, levando em conta o escasso tempo para Kaká se adaptar
novamente ao Brasil e desenvolver seu futebol. Será que as altas cifras
salariais investidas compensam o retorno ao clube?
De fato, o que acontece é que os dirigentes são-paulinos
estão contratando o jogador por seus ótimos momentos entre os anos de 2004 e
2009, não por seu presente. Raras foram as ocasiões em que Kaká relembrou o
jovem promissor que encantava os italianos e o mundo. Já são, por baixo, cinco
anos jogando sem merecer o salário e a fama que recebe.
Doce ilusão daqueles que pensam que Kaká deveria estar no
atual elenco da seleção brasileira...
Muitos chegam ao Brasil pensando que o baixo nível técnico
da maioria das equipes facilitará suas vidas, todavia, o que têm como resposta
é o contrário. Embora tenha uma habilidade invejável, Kaká vai ter que se
superar para se dar bem em solo brasileiro. Chegando na esteira de atletas sem
espaço no mercado europeu, o meia terá tanto trabalho quanto Alex e Zé Roberto,
por exemplo - mais velhos que Kaká, é verdade, entretanto, tão ou mais
talentosos que o próximo reforço do São Paulo.
A única certeza até agora é que Kaká levará maior público
(ao menos no começo de sua passagem) ao Morumbi e muitos gritos e suspiros das
torcedoras enlouquecidas. Só resta saber se a parte mais importante dará o ar
da graça.
