Por Victor Belaz
Superando todas as expectativas, a seleção da Argélia fez sua melhor campanha na história das Copas. Jogou muito na primeira fase e se classificou para as oitavas de final. Ontem, repetiu o bom futebol contra a Alemanha, levando a partida para a prorrogação. Mas o futebol não é justo. A Argélia perdeu e foi embora, deixando fãs de seu bom futebol e suas peculiaridades.
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| Crédito: AFP |
A Argélia é uma seleção com histórias fantásticas. Dos 23 convocados para a Copa, simplesmente 16 não são argelinos, todos são franceses. Jogaram nas divisões de base da França, como viram que não teriam espaço, se naturalizaram. Incrível. Além disso, existe a famosa história do Ramadã, uma prática muçulmana, na qual os fiéis devem ficam em jejum em um certo período do dia. Acontece que o Ramadã começou no meio da Copa, com a seleção argelina (muçulmana) nas oitavas de final. Bom, parece que isso não foi um empecilho para eles.
Principalmente no jogo de ontem, contra a Alemanha, a Argélia jogou muita bola, com um físico impressionante. Sempre pressionando e atacando com velocidade. Feghouli, Slimani e Soudani foram os destaques. Não só desse jogo, mas sim da campanha inteira. Feghouli é o cérebro da equipe, o principal armador. Todas as jogadas passam por ele. Slimani e Soudani são os homens da frente. Extremamente rápidos e habilidosos, incomodaram as defesas adversárias. E essa foi a tônica argelina na Copa: ataque em velocidade. Deu certo na fase de grupos, quase deu ontem.
Pois é, torcedor, o futebol é mesmo uma caixinha de surpresas. Quem diria que a Argélia passaria para as oitavas de final de uma Copa do Mundo? Que levaria um jogo contra a poderosa Alemanha para a prorrogação? Só mesmo o futebol para nos proporcionar isso. A seleção africana caiu, mas caiu de cabeça erguida, jogando um bom futebol e conquistando o coração dos torcedores.
