Por João Vieira
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| Tony Gentile/REUTERS |
Fiquei
impressionado com a quantidade de comentários contra a sanção. Definitivamente,
não concordo com os argumentos contrários à decisão da FIFA.
Para mim, o
castigo imposto pela entidade foi muito bem elaborado. O último episódio do
protagonista Luisito na verdade foi um flash-back. Esta foi a terceira vez que
o atacante morde um rival. Novamente: M-O-R-D-E. Juntas, as cinco letras não
combinam em nada com o futebol. Não podemos considerar normal uma atitude desse
tipo, ainda mais em tal repetição.
Portanto, é
óbvio que as sanções desta vez deveriam ser mais rígidas do que nos momentos
anteriores. Ou melhor, muito mais rígidas. Além de tudo, ele foi capaz de
mentir em seu julgamento, ao dizer que a mordida não era intencional –
claramente desmentido pelas imagens. Uma postura desse tipo deveria ser
considerada inaceitável no esporte, contudo, parece ser um simples deslize para
muitos.
A única coisa
que me vem na cabeça é que o uruguaio possui algum tipo de problema
psicológico, que contribua para tal ferocidade. É um caso médico. É bem
possível que o ato de Suárez já ocorra desde sua infância. Claro que não sou
nenhum especialista, longe disso, mas aparenta ser algo usual, que ele carrega
há bastante tempo. Como – suponho – nunca houve alguma repreensão suficiente
para extinguir o “vício”, os anos se passaram e a criança selvagem se tornou um
adulto feroz.
As penalidades
estabelecidas, além de inibirem novas ações – como poderíamos esperar – de
Suárez, coíbem condutas tão desastrosas quanto a de Luisito partindo de outros
profissionais.
Li muito pitacos
como: “A FIFA não tem moral para dar essa punição. O passado dela é sujo”. Pois
é, muitos casos como atos racistas – que parecem ser combatidos pela instituição
apenas à base de mensagens – e entradas criminosas, que deixam as vítimas longe
dos gramados por longos meses, de fato, não têm uma abordagem severa e eficaz
por parte da FIFA, algo muito prejudicial para o futebol, que fica à mercê da
ignorância e da maldade. No entanto, não é por esse motivo que temos que ser levianos
quanto a outras questões- certas vezes até menos importantes, mas que também mancham
o esporte.
O que temos que
cobrar, de agora em diante, é que os próximos fatos de tamanha gravidade sejam
reprimidos da mesma maneira, para que a bola volte a ser o centro das atenções
dentro das quatro linhas.
