Por João Vieira
![]() |
| Créditos: Reprodução/ Twitter |
Eliminada da
Copa do Mundo depois de conquistar apenas um ponto no chamado “grupo da morte”,
a Inglaterra volta a Londres com decepções na bagagem, dúvidas, mas também tem
algo a comemorar: jovens talentos que podem deslanchar nos próximos anos.
Mesmo com o
precoce goodbye, os ingleses podem
olhar o futuro com boas perspectivas. Sterling e Sturridge, dupla que se
destacou na campanha do Liverpool durante a temporada 2013/2014 da Premier
League, apareceram muito bem, principalmente na estreia contra a Itália. Chamaram
a atenção pela habilidade e ousadia.
Sobretudo
Sterling, que tem apenas 19 anos, deve sentir uma grande diferença em uma
possível participação nas Olimpíadas e na Copa do Mundo, após adquirir mais
experiência e maturidade. De fato, não é fácil suportar a titularidade de uma
grande seleção com somente 19 anos e, ainda por cima, sob tamanha pressão
causada pela esperança na nova geração britânica – o próprio Roy Hodgson achou
que a juventude poderia surpreender nesta Copa.
Por outro lado,
o ponto negativo da equipe da Rainha Elizabeth é a defesa. Segunda mais vazada
entre os campeões mundiais, a zaga do English Team não transmite confiança. Não se pode
passar boa coisa em uma seleção que vai a campo com Gary Cahill em seu sistema
defensivo.
O atleta do
Chelsea tem muito nome e pompa para pouco futebol. Falhou no gol de Balotelli
ao olhar apenas a bola e permitir que o italiano aparecesse nas suas costas para
marcar o gol – a mesma situação aconteceu com Jagielka, porém o erro deste foi
contra o Uruguai (Suárez cabeceou e abriu o placar). Por fim, Luisito, em seu
segundo gol na partida, apareceu, novamente, por trás dos dois defensores e
ampliou o sacramentou o resultado.
Resta agora a
Hodgson tomar um bom e típico chá para acalmar a mente, dar uma passeada na
Tower Bridge e juntar os cacos às esperanças britânicas para retomar as glórias
de 1966, mas é bom que não demore muito, porque os ponteiros do Big Ben urgem.
