25 de jun. de 2014

Uma final de conto de fadas

Por Gabriel Tieppo

Sabe aquela história muito clichê? O bem vencendo o mal, final feliz, o clássico “viveram felizes para sempre...”? Então, mais manjado que tudo isso, só quem quer uma final Brasil e Argentina na Copa do Mundo. Aquele confronto histórico entre dois craques super rivais que jogam no mesmo time e não estão nem ligando para isso. Pois é, o problema é que está se desenhando um Neymar e Messi num Maracanã dividido entre brasileiros e argentinos.
Crédito: Divulgação


Digo isso sem nenhuma profunda análise tática das seleções da Copa, mas, sim, por conta dos acontecimentos. Pense comigo, leitor: Neymar salva o Brasil na estreia do Mundial e depois sai fazendo um gol atrás do outro. Messi, na mesma proposta, evita dois vexames argentinos e comanda os “hermanos” na competição. Quer mais? Ambos têm quatro gols em três jogos da Copa.

O Brasil passou em primeiro de seu grupo, assim como a Argentina. Há quem fale: “mas e a Alemanha? A Holanda? São bem mais fortes!”. Eu digo que não ligo. A questão aqui se encaixa nas “coisas do futebol”. Vai além de análise tática. Ou alguém previu Costa Rica líder invicta do “Grupo da Morte”? Sabe o “Maracanazzo de 50”, ou Brasil de 82? Então, os ‘Deuses do Futebol’ sabem o que fazer para transformar esse esporte bobo com 22 jogadores e uma bola, no futebol.

Para refrescar a memória de todos, esse “duelo” entre os dois começou em 2011, na final do Mundial de Clubes entre o Santos de Neymar e o Barcelona de Messi. A mídia rivalizou o que pôde entre os dois, mas o brasileiro, em um time muito mais fraco e bem mais imaturo, não teve chances. A partida terminou 4 a 0 para os catalães.

O tempo passou. Messi e Neymar viraram colegas de clube. Dizem não ligar para essa rivalidade inventada. Tudo bem, pode até ser, mas duvido que não role disputa, quando Brasil e Argentina chegarem à final clichê no Maraca. Está tudo a favor de acontecer esse duelo histórico e, desta vez, muito mais justo.