Por Gabriel Tieppo
Sabe aquela história muito clichê? O bem vencendo o mal, final
feliz, o clássico “viveram felizes para sempre...”? Então, mais manjado que
tudo isso, só quem quer uma final Brasil e Argentina na Copa do Mundo. Aquele
confronto histórico entre dois craques super rivais que jogam no mesmo time e
não estão nem ligando para isso. Pois é, o problema é que está se desenhando um
Neymar e Messi num Maracanã dividido entre brasileiros e argentinos.
![]() |
| Crédito: Divulgação |
Digo isso sem nenhuma profunda análise tática das seleções
da Copa, mas, sim, por conta dos acontecimentos. Pense comigo, leitor: Neymar
salva o Brasil na estreia do Mundial e depois sai fazendo um gol atrás do
outro. Messi, na mesma proposta, evita dois vexames argentinos e comanda os
“hermanos” na competição. Quer mais? Ambos têm quatro gols em três jogos da
Copa.
O Brasil passou em primeiro de seu grupo, assim como a
Argentina. Há quem fale: “mas e a Alemanha? A Holanda? São bem mais fortes!”.
Eu digo que não ligo. A questão aqui se encaixa nas “coisas do futebol”. Vai
além de análise tática. Ou alguém previu Costa Rica líder invicta do “Grupo da
Morte”? Sabe o “Maracanazzo de 50”, ou Brasil de 82? Então, os ‘Deuses do
Futebol’ sabem o que fazer para transformar esse esporte bobo com 22 jogadores
e uma bola, no futebol.
Para refrescar a memória de todos, esse “duelo” entre os
dois começou em 2011, na final do Mundial de Clubes entre o Santos de Neymar e
o Barcelona de Messi. A mídia rivalizou o que pôde entre os dois, mas o
brasileiro, em um time muito mais fraco e bem mais imaturo, não teve chances. A
partida terminou 4 a 0 para os catalães.
O tempo passou. Messi e Neymar viraram colegas
de clube. Dizem não ligar para essa rivalidade inventada. Tudo bem, pode até
ser, mas duvido que não role disputa, quando Brasil e Argentina chegarem à
final clichê no Maraca. Está tudo a favor de acontecer esse duelo histórico e,
desta vez, muito mais justo.
