Por Gabriel Tieppo
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| Crédito: Jefferson Bernardes |
Já são dois dias sem Copa. Para o brasileiro, seis. Hoje,
temos a chance de garantir passagem para mais dois jogos. Temos, também, o
risco de não conseguir. Brasil e Colômbia. 200 milhões de corações, contra 48
milhões. Começamos na frente, agora é só manter.
É torcer por mais um dia encantado de Júlio César. Por um
Thiago Silva que jogue muito, tendo seu direito de chorar. Por um David Luiz
seguro como sempre. Por um Maicon dominando a lateral direita. Por um Marcelo
incansável. Por um Fernandinho de atuações na Europa. Por um Paulinho da
Libertadores, do Corinthians, o original. Por um Oscar com atuação premiada.
Por um Hulk incontrolável, verde, mas também amarelo. Por um Fred tão
inspirado, que nem Freud consiga explicar. E, claro, por um Neymar alegre,
santista, goleador e brasileiro.
Acordamos cedo. Almoçamos tranquilos. O jogo das 13h é
enorme, mas não controla nossa ansiedade. A partida da Seleção não chega nunca.
Já são 17h. Os dentes já não encontram unhas. Não sei o final. Será fácil?
Duvido. Prorrogação? Talvez. Pênaltis? Não aguentamos mais, só o Júlio.
Que sejamos nós os semifinalistas. Que o único James de
sucesso continue sendo o Bond. Que aquele tal de Cuadrado não saia da
geometria. Que o grito de comemoração seja nosso na hora dos gols e na hora do
apito final, ou melhor, apito das quartas de final. Um passo de cada vez.
A nossa diversão no fim de semana vai depender
desta sexta. A nossa diversão na Copa também vai depender de hoje, sexta. Mas
não adianta os jogadores brasileiros fazerem cesta, nesta sexta, só gols.
