11 de jul. de 2014

Não é só pelo terceiro lugar

Por Gabriel Tieppo

Danilo Borges/Portal da Copa
Nós, como torcedores da Seleção Brasileira, sempre esperamos o topo. Sabemos, no entanto, que não dá mais para chegar ao hexa nesta Copa. O que nos resta é o terceiro lugar. Mas não é só por isto. É, antes de tudo, uma questão de honra. Nada apagará o 7 a 1 da última terça-feira, mas encerrar com uma vitória é, no mínimo, digno.

É verdade que só vale algo se for campeão. Mas o pódio é importante para subirmos um degrau. Não sei se terá o hino à capela desta vez, mas deveria. Se o amor pela Seleção acaba na derrota, então não é amor, é paixonite. Podemos nos decepcionar e nos entristecer, menos abandonar. Gritar ‘olé’ no toque de bola adversário é traição.

Que seja por vingança, pelo menos. A Holanda nos tirou da última Copa, vamos deixá-la em quarto agora, é o mínimo. Imagina o Brasil vence e a Argentina perde a final? Até dá pra comemorar. Talvez nada dê certo amanhã, mas podemos nos esforçar.

O ônibus feito para a Seleção nesta Copa foi prepotente. Dizer que “o hexa está chegando” soa um pouco arrogante. Deveriam trocar para “o terceiro lugar também é bom, vai”. Mas melhor não, pois a chance de ficarmos com a quarta posição é enorme.

No momento, temos que parar de pensar na CBF. Esta não merece nosso respeito. Pensemos apenas na Seleção Brasileira. É a mesma que venceu em 58, 62, 70, 94 e 2002; também é aquela que perdeu em outras tantas. E para quem diz: “terceiro e quarto lugar são a mesma coisa, tanto faz”, respondo: não são, ao menos não para o Brasil. Buscamos sempre o melhor possível.