Por Gabriel Tieppo
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| Danilo Borges/Portal da Copa |
Nós, como torcedores da Seleção Brasileira, sempre esperamos
o topo. Sabemos, no entanto, que não dá mais para chegar ao hexa nesta Copa. O
que nos resta é o terceiro lugar. Mas não é só por isto. É, antes de tudo, uma
questão de honra. Nada apagará o 7 a 1 da última terça-feira, mas encerrar com
uma vitória é, no mínimo, digno.
É verdade que só vale algo se for campeão. Mas o pódio é
importante para subirmos um degrau. Não sei se terá o hino à capela desta vez,
mas deveria. Se o amor pela Seleção acaba na derrota, então não é amor, é paixonite.
Podemos nos decepcionar e nos entristecer, menos abandonar. Gritar ‘olé’ no
toque de bola adversário é traição.
Que seja por vingança, pelo menos. A Holanda nos tirou da
última Copa, vamos deixá-la em quarto agora, é o mínimo. Imagina o Brasil vence
e a Argentina perde a final? Até dá pra comemorar. Talvez nada dê certo amanhã,
mas podemos nos esforçar.
O ônibus feito para a Seleção nesta Copa foi prepotente.
Dizer que “o hexa está chegando” soa um pouco arrogante. Deveriam trocar para “o
terceiro lugar também é bom, vai”. Mas melhor não, pois a chance de ficarmos
com a quarta posição é enorme.
No momento, temos que parar de pensar na CBF. Esta não merece
nosso respeito. Pensemos apenas na Seleção Brasileira. É a mesma que venceu em
58, 62, 70, 94 e 2002; também é aquela que perdeu em outras tantas. E para quem
diz: “terceiro e quarto lugar são a mesma coisa, tanto faz”, respondo: não são,
ao menos não para o Brasil. Buscamos sempre o melhor possível.
