Por Gabriel Tieppo
Não precisa pesquisar muito para saber que a FIFA é uma
instituição longe de ser exemplar. Quem acompanha o mínimo de esporte, sabe
quem é, de verdade, Joseph Blatter, o presidente da Federação Internacional de
Futebol Associado. Um exemplo recente é a suspeita de corrupção envolvendo a escolha da sede da Copa de 2022, o Catar. Pois é, a vergonha da vez na entidade máxima do futebol foi
a desconfiança em torno da sensação do Mundial: a Costa Rica.
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| Crédito: AE |
Resumindo tudo: após a histórica vitória da seleção
costarriquenha ante a Itália, a FIFA exigiu que sete atletas do time fossem ao
exame antidoping. Normalmente, apenas dois jogadores são chamados para fazer o
teste. Obviamente, o fato não foi visto com bons olhos pela imprensa
internacional, que criticou a atitude da entidade.
Na Copa, a Costa Rica venceu Uruguai e Itália e garantiu a
classificação antecipada no “Grupo da Morte”, que também tem a Inglaterra.
O mérito é todo dos costarriquenhos, mas a FIFA – exemplo de honestidade, né? – achou que deveria duvidar disso sem nenhuma prova...
O mérito é todo dos costarriquenhos, mas a FIFA – exemplo de honestidade, né? – achou que deveria duvidar disso sem nenhuma prova...
A entidade agiu
dentro da lei, já que não tem um limite legal no número de jogadores que podem
ser chamados para fazer o teste. Mas faltou ética, não? Por que a suspeita foi justo contra uma seleção menor?
A FIFA fez esse novo formato feio de disputa, no qual tem
Suíça e Bélgica como cabeças de chave, por exemplo. Com todo respeito às duas
seleções, mas, por conta disso, duas campeãs mundiais (Uruguai e Itália) terão de brigar pela última vaga no Grupo D, que tem a Costa Rica já classificada.
Inventou, agora aguenta, Joseph Blatter!
Neste caso do vídeo abaixo, é permitido rir de um idoso:
A federação se defende, diz que só dois
jogadores foram chamados para o exame rotineiro pós-jogo e os outros cinco
fizeram um controle prévio que estavam “devendo”. Bom, quem quiser que
acredite. Continuarei achando desrespeitoso e antiético. Afinal, a FIFA é uma
instituição sem fins lucrativos, mas mantém, segundo Joseph “BláBláBlatter”,
uma “reserva” de mais de um bilhão de dólares. Escolho ficar do lado da Costa Rica.
