23 de jun. de 2014

O exame antidoping e antiético da FIFA

Por Gabriel Tieppo

Não precisa pesquisar muito para saber que a FIFA é uma instituição longe de ser exemplar. Quem acompanha o mínimo de esporte, sabe quem é, de verdade, Joseph Blatter, o presidente da Federação Internacional de Futebol Associado. Um exemplo recente é a suspeita de corrupção envolvendo a escolha da sede da Copa de 2022, o Catar. Pois é, a vergonha da vez na entidade máxima do futebol foi a desconfiança em torno da sensação do Mundial: a Costa Rica.

Crédito: AE
Resumindo tudo: após a histórica vitória da seleção costarriquenha ante a Itália, a FIFA exigiu que sete atletas do time fossem ao exame antidoping. Normalmente, apenas dois jogadores são chamados para fazer o teste. Obviamente, o fato não foi visto com bons olhos pela imprensa internacional, que criticou a atitude da entidade.

Na Copa, a Costa Rica venceu Uruguai e Itália e garantiu a classificação antecipada no “Grupo da Morte”, que também tem a Inglaterra.
O mérito é todo dos costarriquenhos, mas a FIFA – exemplo de honestidade, né? – achou que deveria duvidar disso sem nenhuma prova...

A entidade agiu dentro da lei, já que não tem um limite legal no número de jogadores que podem ser chamados para fazer o teste. Mas faltou ética, não? Por que a suspeita foi justo contra uma seleção menor?

A FIFA fez esse novo formato feio de disputa, no qual tem Suíça e Bélgica como cabeças de chave, por exemplo. Com todo respeito às duas seleções, mas, por conta disso, duas campeãs mundiais (Uruguai e Itália) terão de brigar pela última vaga no Grupo D, que tem a Costa Rica já classificada. Inventou, agora aguenta, Joseph Blatter!

Neste caso do vídeo abaixo, é permitido rir de um idoso:

A federação se defende, diz que só dois jogadores foram chamados para o exame rotineiro pós-jogo e os outros cinco fizeram um controle prévio que estavam “devendo”. Bom, quem quiser que acredite. Continuarei achando desrespeitoso e antiético. Afinal, a FIFA é uma instituição sem fins lucrativos, mas mantém, segundo Joseph “BláBláBlatter”, uma “reserva” de mais de um bilhão de dólares. Escolho ficar do lado da Costa Rica.