Por João Vieira
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| Créditos: REUTERS |
Caro leitor,
esta internet é uma coisa doida, não? Mais que isso, uma de suas “crias”, as
redes sociais, revelam-se um espaço maravilhosos para a propagação de pérolas.
A preciosidade da vez é o ceticismo quanto ao talento de Cristiano Ronaldo após
duas atuações apagadas contra Alemanha e Estados Unidos.
As cornetas
partem do (espero que) hiperbólico “lixo” e, depois de percorrer um longo
caminho de asneiras, chegam às costumeiras questões relativas à sua aparência.
Futebolisticamente
falando, é necessário ser consciente: embora seja um craque, o melhor jogador do
mundo não conseguirá carregar nas costas a toda hora o time português. Sei que
você aí já deve estar pensando: “Mas o jogador decisivo tem que aparecer nas
horas mais difíceis”. Sim, verdade. Contudo, precisa da mínima ajuda dos outros
para tornar real o improvável.
Vale lembrar
também que Cristiano sofre com dores em seu joelho, que limitam a sua
capacidade física. Então, imaginemos: se com CR7 em plenas condições, já há
extremas dificuldades para a equipe lusitana – como a classificação para a Copa
-, pense na situação atual, onde o capitão e ídolo não se encontra 100%.
Apagado em
grande parte do jogo de domingo, Cristiano não foi tão decisivo quanto se
espera, entretanto, o foi, já que, foi dele o passe para o gol que impediu a
eliminação precoce de Portugal. A precisão do cruzamento fez a diferença.
Contra as
acusações de “pipoqueiro”, é válido relembrar, entre outras, da grande atuação
de Cristiano Ronaldo contra a Suécia, por exemplo, quando o astro marcou os
três belos gols e concretizou a aparição de Portugal neste Mundial.
Como ele mesmo
afirmou após o empate contra os americanos, a seleção portuguesa é
limitadíssima e dificilmente se classificará às oitavas. Porém, tal fato não o
torna um péssimo jogador; está longe disso.
Àqueles que
contestam tanto o futebol da estrela do Real Madrid: apenas nesta temporada,
ele se consagrou artilheiro isolado do Campeonato Espanhol e da Champions
League – na qual se tornou, ao mesmo tempo, o maior goleador em uma só edição,
além de ser o terceiro jogador que mais deu assistências para os companheiros.
Contra fatos não
há argumentos. Com ou sem Copa, ele continuará sendo um dos maiores do planeta.
