Por João Vieira
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| Créditos: Marcos Ribolli |
Ele voltou. Robinho, o “rei das
pedaladas”, após uma novela de longos e duradouros capítulos com idas e vindas
(leia-se entraves financeiros e troca de farpas com o ex-presidente do Santos)
acertou seu retorno à Vila Belmiro e é visto como a luz no fim do túnel para saciar
os desejos de títulos dos torcedores.
Com toda a certeza, o regresso do
atacante é muito bem-vindo, ainda mais na situação em que o Santos se encontra.
São poucas as opções de qualidade em seu elenco, incluindo o ataque. Porém, é
preciso tomar cuidado ao levar a contratação como a salvação, pois não é.
Uma andorinha só não faz verão.
Ainda mais o atual Robinho, que desfilou em campos europeus, nas últimas
temporadas, futebol que não condiz com sua grandiosa fama.
Mesmo assim, acredito que sua
experiência e seu futebol mágico podem tornar, em certos momentos, o alvinegro
praiano um time competitivo, fazendo os torcedores esquecerem as claras limitações
da equipe.
Agora, mudando um pouco o foco da
questão, todos sabemos, embora muitos mascarem o fato, que Robinho chega ao
Santos pelo futebol que não joga há muito tempo. A mente fresca dos santistas recai
direto sobre o Paulistão e Copa do Brasil de 2010, quando o alvinegro se sagrou
campeão nas duas competições esbanjando um futebol alegre, ousado e bonito de
se ver com um trio (Neymar, Ganso e Robinho) em ótima fase. Além disso, o
elenco contava com companheiros que certamente seriam titulares atualmente no
grupo santista caso mantivessem (o que não ocorre atualmente) suas atuações de
quatro anos atrás, como Wesley e André.
Ganso, Neymar e seus talentos se
foram. Sem Gabigol, artilheiro da
equipe, no clássico de domingo, Leandro Damião, em péssimo momento, vai à
campo. Assim, restará a Robinho pedalar muito para alegrar os torcedores.
O tabu de nunca ter perdido para
o Corinthians pode ajudar sim a motivar o novo camisa 7 santista, porém, não
deve ser suficiente para superar o Timão, que possui um grupo muito mais
capacitado.
Vejo muitos torcedores já
contando vitória por causa da volta do ídolo. Todavia, é preciso ficar atento e
não deixar o passado iludir o presente. E lembre-se: o peixe morre pela boca.
