3 de jul. de 2014

Um passo em falso

Por João Vieira

Créditos: Marcelo Theobald/ Agência O Globo
15 minutos da segunda etapa: Luiz Gustavo é punido com cartão amarelo, que o deixa fora da próxima partida do Brasil. Ao longo dos outros 60 minutos ainda a serem jogados, já se pensava na dor de cabeça que Felipão teria caso o Brasil passasse pelo Chile. E passou...

E agora comandante? Um dos jogadores mais seguros da equipe não pode entrar em campo contra a Colômbia. Sobram substitutos e dúvidas para a vaga aberta no meio de campo canarinho.

Especulações de todo o lado, desde a entrada de Hernanes até a inclusão de Dante na zaga para o avanço de David Luiz ao posto de volante.

Contudo, entre tantas possibilidades, parece que a mais óbvia venceu. Titular em três jogos, Paulinho não agradou, mas a confiança de Felipão ainda o garante. É mais fácil colocá-lo de volta ao time e recuar Fernandinho, do que apostar em uma troca de zaga, setor considerado intocável, já que é formado pela “melhor dupla de zaga do mundo” ou arriscar um meio-campista sem entrosamento com o time.

O Brasil vem tendo dificuldades no domínio do meio de campo nas partidas, por isso, essa pode não ser a melhor escolha de Scolari. É por ali, o setor mais importante e desejado de uma partida de futebol, que a seleção vem sofrendo muito.

A mudança de Fernandinho para primeiro volante só favorece para que a situação piore e a manutenção de Paulinho como segundo homem do meio, se este mantiver suas péssimas atuações, tende a sentenciar a morte brasileira na Copa, já que o toque de bola da Colômbia vem surpreendendo e provocando calafrios nas equipes rivais.

Hernanes, com um melhor passe, domínio de bola e visão de jogo mais apurados, poderia contribuir, em partes, para a anulação do meio-campo colombiano. Antes de pensar na velocidade que Paulinho pode trazer ao Brasil, Felipão deveria considerar a conquista do espaço. Um passo de cada vez, caso contrário, um passo em falso.