Por João Vieira
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| Créditos: Marcelo Theobald/ Agência O Globo |
15 minutos da segunda etapa: Luiz Gustavo é punido com
cartão amarelo, que o deixa fora da próxima partida do Brasil. Ao longo dos
outros 60 minutos ainda a serem jogados, já se pensava na dor de cabeça que
Felipão teria caso o Brasil passasse pelo Chile. E passou...
E agora comandante? Um dos jogadores mais seguros da equipe
não pode entrar em campo contra a Colômbia. Sobram substitutos e dúvidas para a
vaga aberta no meio de campo canarinho.
Especulações de todo o lado, desde a entrada de Hernanes até
a inclusão de Dante na zaga para o avanço de David Luiz ao posto de volante.
Contudo, entre tantas possibilidades, parece que a mais
óbvia venceu. Titular em três jogos, Paulinho não agradou, mas a confiança de
Felipão ainda o garante. É mais fácil colocá-lo de volta ao time e recuar
Fernandinho, do que apostar em uma troca de zaga, setor considerado intocável,
já que é formado pela “melhor dupla de zaga do mundo” ou arriscar um meio-campista
sem entrosamento com o time.
O Brasil vem tendo dificuldades no domínio do meio de campo
nas partidas, por isso, essa pode não ser a melhor escolha de Scolari. É por
ali, o setor mais importante e desejado de uma partida de futebol, que a seleção vem sofrendo muito.
A mudança de Fernandinho para primeiro volante só favorece
para que a situação piore e a manutenção de Paulinho como segundo homem do
meio, se este mantiver suas péssimas atuações, tende a sentenciar a morte
brasileira na Copa, já que o toque de bola da Colômbia vem surpreendendo e
provocando calafrios nas equipes rivais.
Hernanes, com um melhor passe, domínio de bola e visão de
jogo mais apurados, poderia contribuir, em partes, para a anulação do
meio-campo colombiano. Antes de pensar na velocidade que Paulinho pode trazer
ao Brasil, Felipão deveria considerar a conquista do espaço. Um passo de cada
vez, caso contrário, um passo em falso.
