18 de jul. de 2014

Para inglês ver?

Por João Vieira
Créditos: Mowa Press
Promessas, promessas e mais promessas. Foi isso que escutamos em grande parte na entrevista dos comandantes e comandados da CBF nesta semana. A palavra mais citada é fácil de ser falada, mas, pelo jeito, difícil de ser aplicada: reformulação.

José Maria Marín e Marco Polo Del Nero & Cia. devem pensar que, para satisfazer os desejos de mudança de pensamento na alta cúpula do futebol nacional, basta apenas a demissão de toda a comissão técnica e de planejamento presente na última vergonha da Seleção.
Vejo com sinceras dúvidas a escolha do ex-goleiro Gilmar Rinaldi para coordenar a rota brasileira nos próximos anos. Para quem não sabe, Gilmar tem forte influência no meio futebolístico por ser empresário de jogadores, embora ele diga que deixou tal atividade de lado. Para mim, história da Carochinha.

Qual a novidade? Qual o pensamento novo de Rinaldi? Qual a contribuição dele para o futebol até hoje? Nunca fez um trabalho expressivo para merecer o cargo que ocupa a partir de agora.

Precisamos de mentes novas, ideias que renovem nosso esporte, não apenas a CBF. Aliás, como transformar esta última se temos dois coronéis futebolísticos como líderes? É impossível.

Pois é, os anos e as Copas passam e o nosso futebol continua o mesmo. Só espero que ao menos a escolha do próximo treinador possa iluminar um pouco a mentalidade arcaica que já vemos há anos em solo tupiniquim.

Acorda, CBF. O tempo urge e o futebol pede socorro. O prontuário é alarmante e os sedativos não fazem mais efeito. Talvez, um choque de realidade seja a cura!