31 de jul. de 2014

No caminho certo

Por João Vieira

Foto: Marcos Ribolli
É incontestável. Petros caiu como uma luva no time do Corinthians. O meio-campista vem se destacando por suas atuações em um setor muito disputado na equipe alvinegra, que conta com ninguém menos que Elias, Renato Augusto, Jádson e Ralf. Fora outros bons jogadores como Lodeiro e Bruno Henrique.

Petros foi mais uma das apostas da diretoria do Timão para a posição que vem rendendo ótimas notícias para a Fiel. A história começou com Elias, em 2008, na Série B. A primeira passagem do talentosíssimo volante foi repleta de glórias, causando a idolatria hoje demonstrada pela torcida do Coringão. A velocidade de Elias, seu poder de infiltração e de finalização surpreenderam a todos e deram início ao ciclo que aqui é descrito.

Após a venda de Elias para o Atlético de Madrid, Paulinho se credenciou como substituto e não deu tempo para longas lamentações dos fãs do ex-companheiro, dando continuidade ao trabalho já bem sucedido até então. Embora a sua força no arremate não fosse tão admirável quanto a do primeiro, sua característica tão comentada de “elemento surpresa” agradou e muito. Foi importantíssimo, sobretudo no inédito título da Libertadores. Porém, após diversos rumores de tranferências, a proposta do europeu Tottenham finalmente chega às suas mãos e dá fim à sua passagem no Corinthians.

O suplente da vez? Guilherme, ex-Portuguesa. Não ouso escrever que o jovem foi bem. Para mim, o seu futebol não valeu nem um minuto da extensa briga que o Corinthians travou para contratar o atleta “promissor” da “Barcelusa”. Pouco fez se o compararmos aos seus antecessores. Na verdade, não é preciso nem comparar para chegar a tal conclusão.

Achando que a fonte de grandes, jovens e técnicos volantes tinha se esgotado, fui desmentido por Petros, que disputou o último Paulistão pela simples, mas ousada Penapolense.

Já tinha reparado em sua personalidade ao, em partida contra o Santos no estadual, chamar a responsabilidade e mandar para longe a velha história de “time pequeno tem que jogar como time pequeno. Fechadinho e sem ousadia”. Foi justamente o atrevimento dele que me chamou a atenção. E pensei por um momento: “Bem que o Corinthians poderia apostar nesse cara”. E deu certo.

Mesmo mais cuidadoso nas investidas ofensivas, Petros conquistou. Vejo nele mais potencial do que em Paulinho- pode me chamar de louco. A confiança que me passa é gigante. Tal confiança vai além dos números incríveis de desarme, faltas sofridas etc. A ausência de medo e seriedade de Petros ganharam rapidamente o respeito do torcedor.

O espaço de tempo para chegarmos à Copa da Rússia é tão grande quanto a distância territorial, todavia, acredito que, mantendo o futebol de hoje, Petros é seleção na certa. Merece a chance na nova era tão pedida na seleção brasileira.

Olho nele, Dunga. Petros não está para brincadeira!