Por João Vieira
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| Foto: Marcos Ribolli |
É incontestável. Petros caiu como
uma luva no time do Corinthians. O meio-campista vem se destacando por suas
atuações em um setor muito disputado na equipe alvinegra, que conta com ninguém
menos que Elias, Renato Augusto, Jádson e Ralf. Fora outros bons jogadores como
Lodeiro e Bruno Henrique.
Petros foi mais uma das apostas
da diretoria do Timão para a posição que vem rendendo ótimas notícias para a
Fiel. A história começou com Elias, em 2008, na Série B. A primeira passagem do
talentosíssimo volante foi repleta de glórias, causando a idolatria hoje
demonstrada pela torcida do Coringão. A velocidade de Elias, seu poder de
infiltração e de finalização surpreenderam a todos e deram início ao ciclo que aqui
é descrito.
Após a venda de Elias para o Atlético de Madrid, Paulinho se credenciou como substituto e não deu tempo para longas lamentações dos fãs do ex-companheiro, dando continuidade ao trabalho já bem sucedido até então. Embora a sua força no arremate não fosse tão admirável quanto a do primeiro, sua característica tão comentada de “elemento surpresa” agradou e muito. Foi importantíssimo, sobretudo no inédito título da Libertadores. Porém, após diversos rumores de tranferências, a proposta do europeu Tottenham finalmente chega às suas mãos e dá fim à sua passagem no Corinthians.
O suplente da vez? Guilherme,
ex-Portuguesa. Não ouso escrever que o jovem foi bem. Para mim, o seu futebol
não valeu nem um minuto da extensa briga que o Corinthians travou para
contratar o atleta “promissor” da “Barcelusa”. Pouco fez se o compararmos aos
seus antecessores. Na verdade, não é preciso nem comparar para chegar a tal
conclusão.
Achando que a fonte de grandes,
jovens e técnicos volantes tinha se esgotado, fui desmentido por Petros, que
disputou o último Paulistão pela simples, mas ousada Penapolense.
Já tinha reparado em sua
personalidade ao, em partida contra o Santos no estadual, chamar a
responsabilidade e mandar para longe a velha história de “time pequeno tem que
jogar como time pequeno. Fechadinho e sem ousadia”. Foi justamente o
atrevimento dele que me chamou a atenção. E pensei por um momento: “Bem que o
Corinthians poderia apostar nesse cara”. E deu certo.
Mesmo mais cuidadoso nas
investidas ofensivas, Petros conquistou. Vejo nele mais potencial do que em
Paulinho- pode me chamar de louco. A confiança que me passa é gigante. Tal
confiança vai além dos números incríveis de desarme, faltas sofridas etc. A ausência
de medo e seriedade de Petros ganharam rapidamente o respeito do torcedor.
O espaço de tempo para chegarmos
à Copa da Rússia é tão grande quanto a distância territorial, todavia, acredito
que, mantendo o futebol de hoje, Petros é seleção na certa. Merece a chance na
nova era tão pedida na seleção brasileira.
Olho nele, Dunga. Petros não está
para brincadeira!
