Por João Vieira
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| Créditos:Jefferson Bernardes/VIPCOMM |
Acachapante,
estrondosa, inesperada, humilhante, esmagadora... Enfim, use o(s) adjetivo(s)
que achar melhor para descrever a tarde maldita do Brasil diante da Alemanha. O
fato é que essa foi a maior e mais dolorida – mais do que o Maracanazzo –
derrota em cem anos de seleção brasileira.
A escolha de
Felipão por Bernard em vez de algum volante para tumultuar o meio de campo
alemão se mostrou mortal. Soma-se a isso a deficiência emocional já conhecida
pela perda de Neymar e a pane defensiva ao sofrer quatro gols em somente seis
minutos. Sim, seis minutos.
Inaceitável a
postura da equipe durante os mais longos 90 minutos de sua história.
Excetuando-se Marcelo (o único a tentar algo, mesmo horrível defensivamente),
todos se mantiveram em choque, sem reação, olhando, em pânico, o toque de bola
germânico e as bolas estufando a rede anfitriã. Faltou vontade.
É normal o abalo
após a sequência de duros golpes dos rivais, mas foi notável a falta de força e
garra da seleção. Os europeus tinham o espaço que queriam para jogar tão
tranquilamente como em um jogo contra os receptivos índios baianos que
conheceram em sua estadia em nosso país. A marcação dos brasileiros era
distante, sem o combate forte visto no duelo contra o Chile, por exemplo. Foi
uma partida de um time só e este não era dos donos da casa.
Sem controle do
jogo, Felipão, ao menos, deveria ter compactado seu time, aproximado seus
comandados e dificultado a (conhecida) posse de bola adversária. Porém, o que
vimos foi uma equipe estendendo um tapete (verde) de boas- vindas a outra, como
quem diz: “Faça a sua Oktoberfest”.
E mais: se a
Alemanha quisesse e Júlio César deixasse, o placar poderia ser mais elástico,
beirando os dois dígitos. Alívio nos quatro cantos do Brasil.
E é bom não
pensarmos que a coisa seria diferente se Neymar e Thiago Silva estivessem em
campo. Decerto, não impediriam o massacre.
Pior que a
atuação do Brasil, foi a de seus torcedores, que, em boa parte, gritaram “olé”
para a Alemanha. Atitude vergonhosa de quem não merece estar lá.
Pois é. Agora,
para terminar esta Copa “bem”, é dever garantir o terceiro lugar. Com certeza,
o que daria um gás a mais para os brasileiros seria um confronto Brasil x
Argentina. Pelo menos assim, teríamos um duelo mais digno do que o comentado
neste texto. Quer dizer, eu acho...
